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Além do Santos, Flamengo usa outros exemplos para pleitear vaga na final da Libertadores
Clube participa de ação por escalação irregular de Marcos Rojo, do Estudiantes, na semifinal da competição
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
O Flamengo conta com alguns precedentes da Conmebol para pleitear uma vaga na final da Libertadores. Além da eliminação do Santos em 2018, o clube se apoia em outros casos depois da suposta escalação irregular de Marcos Rojo, do Estudiantes, na semifinal disputada no Maracanã, na semana passada.
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Veja cada caso:
2017 - Chapecoense x Lanús - Libertadores
Em maio de 2017, a Conmebol informou minutos antes do início do jogo entre Chapecoense e Lanús que Luiz Otávio não estaria apto a jogar por suspensão pela expulsão contra o Nacional, do Uruguai. Os brasileiros alegaram não terem sido informados oficialmente da pena e bancaram a escalação do zagueiro, que fez o gol da vitória por 2 a 1 na quinta rodada da fase de grupos.
No fim, a entidade anunciou a punição à Chapecoense, que teve os pontos retirados e computados para o time argentino, com um placar de 3 a 0. Por isso, acabou eliminada da competição na época.
2018 - San Lorenzo x Deportes Temuco - Sul-Americana
O San Lorenzo enviou uma reclamação formal à Conmebol denunciando a escalação irregular de um jogador do Deportes Temuco, do Chile. Segundo a denúncia, Jonathan Requena estava inabilitado de atuar pelo Temuco porque seu nome estava relacionado aos jogadores do Defensa y Justicia na planilha oficial do jogo contra o El Nacional, em 18 de julho daquele ano.
Ainda segundo o San Lorenzo, Requeno se desligou do Defensa y Justicia no dia seguinte à partida. O regulamento da Conmebol proibia que um jogador fosse inscrito por mais de um clube na mesma competição. Portanto, a entidade acolheu a reclamação e atribuiu ao San Lorenzo a vitória por 3 a 0 no jogo de ida da segunda fase da competição.
O Temuco recorreu da decisão, mas a punição foi mantida. No jogo de volta, a equipe chilena venceu por 1 a 0, mas o placar foi insuficiente no placar agregado de 3 a 1 e o San Lorenzo avançou.
2018 - Independiente x Santos - Libertadores
Em 2018, a confederação sul-americana alterou o resultado de um jogo do Santos, que acabou eliminado nas oitavas de final do torneio. Na época, a equipe empatou por 0 a 0 o jogo de ida na Argentina com o Independiente, que no dia seguinte moveu um recurso na Conmebol alegando que o meia uruguaio Carlos Sánchez (curiosamente irmão de De la Cruz, atual jogador do Flamengo), foi escalado de forma irregular.
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Quando ainda defendia o River Plate, em 2015, Sánchez foi expulso ao agredir um gandula na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Huracán. Em dezembro daquele ano, o jogador uruguaio recebeu uma suspensão de três jogos e multa de US$ 3 mil (R$ 11 mil na cotação da época). Ele precisaria cumprir as partidas na próxima competição Conmebol que disputasse, o que só aconteceu em 2018.
Em 2016, quando completou 100 anos, a Conmebol anunciou uma anistia a clubes e atletas com punições pendentes. Então, Sánchez teve a pena reduzida de três para um jogo.
A entidade abriu expediente, julgou o caso e decidiu pela punição ao Peixe com a perda do ponto que somou na partida. Com isso, o Santos viu o empate em 0 a 0 se transformar em uma derrota por 3 a 0 e se viu obrigado a golear os argentinos no jogo da volta para continuar na Libertadores. Porém, o Peixe não passou nem perto de levar a disputa ao menos para os pênaltis. Um novo 0 a 0, desta vez no Pacaembu, sacramentou a eliminação santista.
2019 - Barcelona SC x Defensor Sporting - Libertadores
Em 2019, faltando 24 horas para o jogo de volta da segunda fase da Libertadores, a Conmebol acatou a reclamação do Defensor Sporting por conta da escalação irregular de Sebastián Pérez pelo Barcelona de Guayaquil na primeira partida, e alterou o resultado do duelo de ida.
O jogador foi escalado pelo Barcelona de Guayaquil sem que seu Certificado Internacional de Transferência (CTI) tivesse chegado a tempo. Portanto, foi inscrito fora do prazo de 48 horas antes da partida. No jogo do Uruguai, Sebastián Pérez foi titular e atuou por 67 minutos. Os equatorianos venceram por 2 a 1. No jogo de volta, o Barcelona venceu por 1 a 0, mas o placar não foi suficiente para reverter a desvantagem.
Entenda o caso
Eliminado nos pênaltis na semifinal da Libertadores, o Flamengo foi incluído como parte do processo do Estudiantes na Corte Arbitral do Esporte (CAS) para a liberação de Marcos Rojo na véspera do confronto de volta, no Maracanã. Por isso, avisou que se o jogador fosse escalado iria reivindicar os pontos da partida.
O clube argentino entrou em campo ciente da possibilidade. Rojo estava no Racing e teve uma transferência conturbada, rompendo relações com o presidente Diego Milito. O Estudiantes, desesperado porque perdeu dois titulares da defesa (Pirez e Tomás Palacios), suspensos para o primeiro jogo da semifinal, pagou US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) para concluir a contratação. Além de assumir bônus de mais US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) se conseguisse a classificação para a final e de US$ 450 mil (R$ 2,2 milhões) em caso de título.
Ele foi inscrito no Campeonato Argentino no lugar do lesionado Gabriel Neves. Mas como o prazo de recuperação do jogador machucado não se enquadrava nos critérios da Conmebol para a abertura de uma vaga na Libertadores, sua inscrição foi rejeitada antes de sua estreia, que seria contra o Flamengo na Argentina. O Estudiantes, no entanto, recorreu ao CAS para poder escalar o reforço no Maracanã. Rojo foi titular na lateral esquerda.
O artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol diz que, em caso de escalação indevida de um jogador, "qualquer equipe cuja responsabilidade se determina o resultado de uma partida, será considerada perdedora desse encontro por 3 a 0".
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