• Quinta, 29 de Outubro de 2026

Dólar sobe a R$ 5,39 em meio à pressão sobre o mercado financeiro

Ibovespa termina o pregão aos 169.186 pontos, com recuo de 1,06%; petróleo também cai

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Cédulas do dólar, moeda utilizada em transações internacionais. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (29) em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,3874, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,06%, aos 169.186 pontos. A moeda americana chegou a R$ 5,4285 durante o pregão, mas perdeu força antes do fechamento. O mercado reagiu às incertezas sobre a política econômica brasileira e aos novos indicadores de inflação e crescimento dos Estados Unidos.

O dólar turismo também avançou nesta quinta, com alta de 0,83%, e terminou cotado a R$ 5,601. O euro comercial subiu 0,88%, para R$ 6,013, enquanto o euro turismo teve valorização de 0,84%, a R$ 6,266.

Na semana, o dólar acumula valorização de 7,90%. Em outubro, a alta chega a 4,12%, embora a moeda ainda registre queda de 1,85% no ano. O Ibovespa completou quatro sessões consecutivas de perdas e acumula recuo de 17,50% desde o fechamento da última sexta (23), antes do segundo turno das eleições presidenciais. No mês, a bolsa perdeu 9,20%, mas mantém ganho de 5% em 2026.

No mercado de petróleo, os dois principais tipos de referência internacional encerraram o dia em queda. O barril do Brent recuou 0,38%, para US$ 114,88. Já o WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, caiu 0,76% e fechou a US$ 102. Os preços oscilaram durante o pregão diante das notícias sobre o conflito no Oriente Médio.

As perdas do petróleo ocorreram em meio à expectativa de retomada das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo reduziu parte das preocupações com o abastecimento mundial, embora os ataques à infraestrutura energética e os riscos ao transporte marítimo na região continuem no radar dos investidores.

O que mexe com o mercado - No Brasil, a indefinição sobre os rumos da política fiscal no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou a cautela dos investidores. Conforme a revista Exame, declarações sobre a possibilidade de ajustes nas contas públicas e as expectativas sobre a composição da equipe econômica influenciaram as negociações.

Entre as empresas de maior peso no Ibovespa, a Vale perdeu 2,17% e as ações preferenciais da Petrobras recuaram 0,59%. Os bancos também contribuíram para a queda do índice. Na direção contrária, a Gerdau avançou 5,60%, a Metalúrgica Gerdau subiu 5,35% e a Embraer teve valorização de 5,17%, mas os ganhos não foram suficientes para reverter o resultado negativo da bolsa.

No cenário internacional, os investidores avaliaram os dados econômicos divulgados nos Estados Unidos um dia depois de o Fed (Federal Reserve, banco central americano) manter os juros inalterados. O PCE (Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal), indicador de inflação acompanhado pela instituição, subiu 0,5% em setembro.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.