• Quarta, 17 de Junho de 2026

Caminhos da vida

No seu coração existe misericórdia, compreensão, respeito e bondade. Suas palavras são de encorajamento e conforto. Suas atitudes são de alegria e de esperança. Seu modo de viver sempre será de solidariedade e de comunhão

CORREIO DO ESTADO / VENILDO TREVIZAN


Os caminhos da vida existem. São eles que proporcionam a cada caminhante oportunidades de graça e ricas em sabedoria, a fim de alcançar estágios privilegiados em sua vida mortal apontando para o imortal.

Principalmente, ter possibilidades de encontrar razões que lhe auxiliem em crer no Deus de nossos antepassados e dos dias atuais, garantindo a santificação e a salvação – não como conquista humana, mas como dádiva divina.

Esta semana que estamos iniciando é a semana mais importante na vida cristã. Nela, celebramos a Paixão, a Morte e a Ressurreição do Senhor. São acontecimentos básicos para a fé cristã.

Fundamentada nisso, a Igreja organiza seu caminhar para uma vida gloriosa. O mundo não entende essas celebrações. Somente quem se aprofundar no estudo, na reflexão e na vivência, conseguirá entender e celebrar.

Após longo tempo de convivência no meio do povo, ensinando, admoestando, curando doentes, perdoando pecados e ressuscitando mortos, chegou ao auge de sua vida aqui na Terra. Era a hora de revelar sua identidade e a razão de sua presença profética.

Aparentemente, cumpriu sua missão. Seria o tempo de retornar vencedor para o seio de quem o enviara. Mas não foi assim. O mundo dos poderosos não entendeu e não aceitou. Buscava um Messias guerreiro e fortemente armado, que organizasse um exército com o objetivo de derrubar o atual império romano e coordenar um novo e mais forte.

Contudo, o enviado de Deus não pensava nesses termos. Ele veio com o objetivo de organizar um povo que seguisse o caminho da misericórdia e da paz.

Um reino totalmente diferente, que provocou a ira dos poderosos e dominadores religiosos.

Impuseram a ele uma fanática perseguição, calúnias, açoites, prisão, desprezo e tudo o que expressasse a revolta do povo. Essa gente que tinha recebido dele somente o bem, o amor e o consolo em sua dor, agora é levada a condená-lo no Calvário, crucificando-o e o matando.

E ele silenciosamente tudo aceitou e sofreu. Ao ódio, respondeu com o perdão: “Pai, perdoa. Eles não sabem o que estão fazendo”. À cruz, respondeu com a misericórdia. Ao desprezo, respondeu com o amor. E à morte, respondeu com a ressurreição.

É o coração de Deus que se abre e acolhe seus inimigos, seus algozes e todos os pecadores que, de uma forma ou outra, contribuíram para sua morte. A todos amou e ainda ama. A todos perdoou e ainda perdoa. Em seu coração só há lugar para quem aceitar ser amado.

Esta é a semana na qual a humanidade precisa parar e recolher-se, a fim de contemplar a cruz e refletir sobre a loucura que é um Deus apaixonar-se pelos pecadores. Não havia necessidade de fazer o que fez. Mas o fez porque em seu coração não existe vingança.

No seu coração existe misericórdia, compreensão, respeito e bondade. Suas palavras são de encorajamento e conforto. Suas atitudes são de alegria e de esperança. Seu modo de viver sempre será de solidariedade e de comunhão.

Busquemos esse Deus, enquanto se deixa encontrar. E, com ele, celebremos a vida nova, cuja fonte é ele mesmo. E tenhamos uma vida muito feliz.

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