• Quinta, 16 de Abril de 2026

Em ano eleitoral, briga se repete na Alems sobre "pai da criança"

ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS


Zeca e Fernando Henrique abraçados em 2002 (Foto: Reprodução redes sociais)

Pai da criança - O deputado Zeca do PT puxou o crédito para o governo federal do empréstimo de R$ 1,2 bilhão para rodovias no Vale do Ivinhema, avalizado ontem por Lula para Mato Grosso do Sul. Na leitura dele, foi um gesto “republicano', pensando no Estado, e que deve dar um respiro ao caixa da gestão de Eduardo Riedel.  A reação da oposição veio na hora. O deputado Paulo Corrêa evidenciou que o Estado só conseguiu o empréstimo porque tem capacidade de pagar. 'Simples assim'.

Bezerrada - Zeca rebateu com um exemplo pessoal: “Fui ao banco Bradesco pedir um empréstimo para atravessar um período de seca. Eu tinha garantia, cerca de 50 bezerros e, ainda assim, me disseram que só liberariam com avalista'. Segundo ele, não basta ter capacidade de pagamento. “Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tivesse avalizado esse empréstimo, ele não sairia'.

Maguila e Madalena - O clima esquentou e o debate saiu do técnico para o político rapidinho. Teve crítica ao PT, teve base governista tentando minimizar o ato. No meio desse empurra empurra, o deputado Paulo Duarte desabafou estar cansado da polarização e lembrou de duas figuras bem distintas: o pugilista Maguila e a personagem bíblica Maria Madalena. Um que saía distribuindo elogios para todo mundo e a outra que criou a expressão 'atire a primeira pedra', nesse caso, para 'quem nunca pegou empréstimo', comentou o deputado.

Santo Caburé - Paulo citou, inclusive, quando o próprio Zeca, lá atrás como governador, conseguiu aval do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso para obras importantes. E aí veio o momento nostalgia. Paulo Corrêa lembrou que FHC só aceitou porque foi “cooptado' por Zeca com uma pena de caburé, uma das menores corujas do Brasil. Paulo Duarte detalhou: “Na verdade, vou falar a verdade, eu estava lá junto com Vossa Excelência. O Fernando Henrique, que é um baluarte do PSDB, se apaixonou pela pena de caburé que ganhou do Zeca. Então, quem foi cooptado foi o Fernando Henrique', disse, arrancando reação no plenário.

Chá entre cavalheiros - Duarte ainda puxou da memória uma cena específica, com data e tudo. “Dia 27 de dezembro de 2002. Uma cena que eu nunca me esqueço. Eu era secretário e fui com ele (Zeca), faltando três ou quatro dias para o fim do governo. Estávamos lá no Palácio, tomando chá, um chá inglês que eu nunca tinha tomado. Eu, o Zeca e o Fernando Henrique', relatou, dando tom quase cinematográfico ao episódio.

Campinho caro – Sem muito alarde, a Prefeitura de Angélica carimbou um investimento de R$ 839 mil para tirar do papel um campo society no distrito de Ipezal. O prefeito Edison Cassuci Ferreira homologou a concorrência eletrônica que colocou a obra nas mãos da empresa Tosin Arquitetura & Construções Ltda. O projeto, bancado via contrato de repasse com a Caixa, chega com discurso de incentivo ao esporte.

Defendendo o legado - A possibilidade de mudança do nome do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, prevista na cessão da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para o governo do Estado, chegou nos corredores da Assembleia Legislativa. O herdeiro do ex-governador, deputado Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), defendeu o legado da família. O parlamentar brincou que se o nome do avô for retirado, ele sai da base do governador Eduardo Riedel (PP).

Aglutinativo - O deputado enfatizou que não existe a menor possibilidade da brincadeira se concretizar, já que a mudança de nome, se ocorrer, será aglutinativa e não supressivo. Ou seja, o nome da empresa que pagará para associar sua marca ao estádio será adicionado ao final. 'O Riedel tem sensibilidade, ele sabe da história do Estado, eu tenho certeza absoluta que ele não vai mexer nisso', defendeu

Comitês temporários - A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) revogou a norma que mantinha um centro permanente para emergências sanitárias em Campo Grande. Com a nova resolução, a estrutura deixa de ser fixa e passa a ser criada apenas em situações específicas, como surtos ou epidemias. A gestão atual, sob comando do secretário Marcelo Vilela, argumenta que o modelo permanente não é necessário fora de cenários de crise. A medida altera a lógica adotada desde 2022, quando o centro foi institucionalizado. Agora, cada evento terá um grupo próprio, com prazo e funções definidos.

Arrumando a casa - O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul rearrumou a própria casa: pegou um cargo de confiança, mudou a função dentro da estrutura e fez isso sem gastar mais. A manobra usa sobra de orçamento dessas gratificações que não são pagas integralmente e ainda deixou cerca de R$ 9,4 mil livres.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.