• Terça, 30 de Junho de 2026

Torcida verde e amarela é vitrine da política nas redes

KAMILLA ALCâNTARA E MARISTELA BRUNETTO / CAMPO GRANDE NEWS


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Torcida verde amarela - Com uns mais animados, outros nem tanto, na política sul-mato-gressense tem todo tipo de torcida nas redes sociais. A prefeita Adriane Lopes (PP) foi trabalhar com a camisa do Brasil e depois acompanhou o jogo ao lado da família. O presidente da Câmara, Epaminondas Papy, seguiu o mesmo caminho ao lado dos filhos e da esposa. O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, reuniu um 'time' e tanto na Chácara Sossego, mas antes do jogo fez a pose de atleta e mostrou o preparo físico em vídeo chamando a torcida enquanto corria na esteira. Já o governador Eduardo Riedel ficou longe do clima de Copa, pelo menos, nas redes sociais.

Começo ruim - Mal voltou ao comando de Terenos, o prefeito Henrique Wancura Budke (PSDB) já tem uma licitação travada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul). O conselheiro Sérgio de Paula mandou suspender concorrência de R$ 310,1 mil para construção de guarita e alambrado no sistema municipal de compostagem, após auditores apontarem indícios de restrição à disputa, como exigência de empresa localizada no próprio município.

Prefeito de tornozeleira - Budke reassumiu a prefeitura na semana passada, depois de 9 meses afastado e ainda usando tornozeleira eletrônica, por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Nesta segunda-feira (29), também decretou três dias sem expediente para “reorganização administrativa'. No mesmo dia, veio a cautelar do TCE-MS cobrando suspensão imediata da licitação, explicações e documentos em dois dias úteis. Reorganização, pelo visto, começou com freio de mão puxado.

Suplência disputada - Com a disputa eleitoral de 2026 se aproximando, a base governista abriu uma briga interna pela definição dos suplentes da chapa da senadora Simone Tebet, que é pré-candidata à reeleição pelo Senado. O movimento ganhou força porque há a expectativa de que, caso o presidente Lula seja reeleito e Tebet retorne a um ministério, seu suplente possa assumir a cadeira no Senado, tornando o posto estratégico e altamente disputado entre partidos aliados. Dentro dessa articulação, siglas da coalizão pressionam para garantir espaço na chapa, enquanto o PT tenta ampliar sua presença e já sinaliza interesse em indicar ao menos a primeira suplência.

Estado perde no detalhe - Mesmo em segredo de Justiça, a ementa revela uma condenação incômoda para o Município de Campo Grande. O caso envolve um homem baleado por um agente da Guarda Civil Metropolitana durante uma abordagem. A prefeitura tentou se livrar da responsabilidade, mas o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) entendeu que houve uso desproporcional da força, porque a tentativa de fuga da vítima não justificava disparo de arma de fogo sem risco iminente. A indenização foi elevada para R$ 23 mil, sendo R$ 20 mil por dano moral e R$ 3 mil por dano estético.

Catan, Meta e o algoritmo - A cada nova publicação da série “Os Intocáveis MS', João Henrique Catan vira alvo de mais uma representação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. Mas neste pedido há um ponto a mais: além de pedir a retirada do vídeo, a decisão aciona também a Meta, dona do Instagram e do Facebook, para remover o conteúdo caso o deputado não cumpra a ordem em 24 horas e para suspender anúncios pagos ligados à publicação.

Série derrubada - O caso envolve o episódio 5 da série, publicado com a legenda “Vai que cola'. Segundo a representação, o vídeo teria sido feito com inteligência artificial, sem aviso claro e contínuo ao eleitor, e ainda impulsionado com dinheiro para alcançar mais de 1 milhão de pessoas. Para a Justiça Eleitoral, o problema não é apenas a crítica política, mas a repetição de um padrão já questionado em outros episódios: sátira negativa, uso de IA sem rotulagem e pagamento para ampliar o ataque.

Assinatura escaneada - Cartório em Mato Grosso do Sul não vai mais poder autenticar cópia de documento que tenha apenas assinatura digitalizada ou impressa, aquela que pode ter sido escaneada, colada e mandada para o papel sem cerimônia. A nova regra da CGJ-MS (Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul) só libera a autenticação se houver forma de conferir a validade do documento, como QR Code, código de verificação, hash ou consulta em site oficial. Ou seja, assinatura bonita no papel não basta; tem que provar que é verdadeira.

A conta chega - Serviço gratuito no cartório não sai de graça para o sistema. A CGJ-MS (Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul) autorizou o pagamento de R$ 387.990,27 a cartórios por atendimentos feitos em maio sem cobrança do cidadão, como casamento, conversão de união estável, divórcio e emissão de certidões para presos e pessoas em situação de rua. Mas o dinheiro só vai para quem prestou contas direito.

Dinheirão - O Campo Grande Jazz Festival recebeu autorização do MinC (Ministério da Cultura) para captar até R$ 1,2 milhão por meio da Lei Rouanet. A portaria da Sefic (Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura), publicada nesta segunda-feira (29), homologou a 3ª edição do projeto da Associação Arado Cultural, que agora pode buscar doações e patrocínios até 31 de dezembro.



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