Coronel Sapucaia
Santa Casa diz que não vai pagar no prazo e enfermagem ameaça paralisação
Hospital atribui problema a repasses públicos; sindicato dá ultimato e prevê protesto nesta quarta
GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS
A Santa Casa de Campo Grande informou nesta terça-feira (7) que não conseguiu realizar o pagamento dos salários dos funcionários dentro do prazo legal. Horas após o comunicado, o Siems(Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) notificou a direção do hospital e ameaçou iniciar uma paralisação já na manhã desta quarta-feira (8), caso os valores não sejam depositados.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Diretoria Financeira da Santa Casa informou que o pagamento dos salários de junho não foi efetuado devido ao atraso nos repasses do Estado, do Município e do Governo Federal. O hospital afirma que mantém diálogo com os órgãos responsáveis e que os pagamentos serão realizados assim que a situação for regularizada.
A manifestação do hospital ocorreu justamente no quinto dia útil do mês, data limite para o pagamento dos trabalhadores.
Em resposta, o Siems protocolou um ofício na própria instituição cobrando a quitação imediata dos salários. No documento, o sindicato afirma que problemas de caixa, impasses burocráticos ou atrasos em repasses públicos não podem ser repassados aos profissionais da enfermagem, que dependem dos vencimentos para garantir o próprio sustento.
A entidade também lembra que o atraso pode gerar multa prevista em acordo coletivo e notificou formalmente a Santa Casa sobre a necessidade de regularizar os pagamentos.
O sindicato foi além. No ofício, informa que, caso os salários não sejam pagos integralmente, os trabalhadores da enfermagem darão início a um movimento paredista a partir das 7h desta quarta-feira, permanecendo de braços cruzados em frente ao hospital como forma de protesto.
O documento é assinado pelo presidente do Siems, Lázaro Santana, e foi protocolado na Central de Documentos da Santa Casa na tarde desta terça-feira.
A reportagem procurou a direção da Santa Casa para saber se existe previsão para regularização dos salários, que explicou que, se receber os valores, vai fazer os pagamentos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que os recursos destinados ao custeio da assistência hospitalar são compostos por repasses das três esferas de governo. Segundo a pasta, o município aguarda o repasse das parcelas de responsabilidade dos governos federal e estadual para a composição integral desses recursos. A secretaria afirmou ainda que acompanha a situação e mantém diálogo com os demais entes envolvidos e com a instituição para garantir a continuidade da assistência prestada à população.
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