• Terça, 04 de Agosto de 2026

Após identificar falhas, MPMS articula melhorias para conselhos tutelares

Objetivo é assegurar que as unidades disponham de estrutura adequada para atender às demandas

JUDSON MARINHO / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada do 4° Conselho tutelar região Bandeira de Campo Grande (Foto: Arquivo / Paulo Francis)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) tem atuado como articulador na busca por soluções para fortalecer a estrutura dos Conselhos Tutelares de Campo Grande.

As discussões sobre investimentos e melhorias nas unidades tiveram início em 2025 e vêm sendo acompanhadas pela 46ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, responsável por fiscalizar as condições de funcionamento dos conselhos.

  • Leia Também
  • Funcionários reclamam de insegurança e sucateamento de Conselho Tutelar
  • Após reportagem, TCE vai investigar Conselhos Tutelares sucateados

Ao longo desse período, o MPMS promoveu reuniões e tratativas com órgãos municipais para viabilizar medidas voltadas à melhoria da estrutura física das unidades e das condições de trabalho dos conselheiros tutelares.

A reunião mais recente sobre o tema ocorreu em março deste ano, quando foram discutidos encaminhamentos para a implementação das melhorias consideradas necessárias.

A atuação da Promotoria teve início após vistorias realizadas pelo DAEX (Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução), que identificaram irregularidades nos Conselhos Tutelares das regiões Norte, Centro, Bandeira, Lagoa e Sul de Campo Grande.

As inspeções deram origem ao Inquérito Civil instaurado para acompanhar a adoção das providências pelo Município.

Posteriormente, o procedimento teve promoção de arquivamento publicada no Diário Oficial do MPMS, uma vez que as medidas passaram a ser acompanhadas por meio da atuação institucional da Promotoria.

O MPMS destaca que a disponibilidade de estrutura adequada e de condições de trabalho compatíveis é essencial para que os conselheiros possam desempenhar suas atribuições com eficiência e assegurar proteção integral à população infantojuvenil.

A atuação do Ministério Público ocorre por meio do acompanhamento permanente das condições de funcionamento dos Conselhos Tutelares, com fiscalização, diálogo institucional e cobrança de providências dos órgãos competentes.

O objetivo é assegurar que as unidades disponham de estrutura adequada para atender às demandas relacionadas à proteção de crianças e adolescentes.

Entre os problemas recorrentes nos conselhos tutelares, conforme informado em reportagem do Campo Grande News, o Conselho Tutelar da Região Lagoa vive uma rotina marcada por insegurança, estrutura precária e falta de condições mínimas de trabalho.

Além da insegurança, o prédio onde funciona o conselho é uma casa alugada que, inclusive, está à venda. O imóvel não possui espaço suficiente para que os cinco conselheiros realizem atendimentos individuais, já que todos trabalham na mesma sala, comprometendo a privacidade das vítimas.

As condições precárias dos Conselhos Tutelares vêm sendo alvo de denúncias recorrentes em Campo Grande. No início deste ano, o Conselho Tutelar Sul virou notícia pelas más condições do imóvel onde funciona. A unidade realiza, em média, 500 atendimentos por mês e, em 2023, chegou a ter as atividades suspensas por falta de ventilação.

Em fevereiro de 2025, o MPMS instaurou inquérito para apurar as condições estruturais dos Conselhos Tutelares da Capital. Um ano depois, após reportagem do Campo Grande News, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) também abriu investigação sobre situação das unidades.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.