• Terça, 04 de Agosto de 2026

Imóvel que abrigava escritório de advocacia criminal é alvo de 12 tiros

Atual ocupante afirma não ter desavenças e acredita que ataque possa estar relacionado a antigos inquilinos

GABI CENCIARELLI E MAURICIO AGUIAR / CAMPO GRANDE NEWS


Vidro do veículo estacionado na garagem foi destruído por um dos disparos. (Foto: Paulo Francis)

Uma empresa instalada há apenas três meses em um imóvel que anteriormente abrigava um escritório de advocacia criminal foi alvo de pelo menos 12 disparos de arma de fogo durante a madrugada desta terça-feira (4), na Vila Manoel da Costa Lima, em Campo Grande. A Polícia Civil investiga se o ataque tinha como alvo os atuais ocupantes ou se pode ter relação com antigos inquilinos do endereço.

Os tiros atingiram o portão, a fachada do prédio e um Hyundai HB20 estacionado na garagem da empresa. Apesar da intensidade dos disparos, ninguém ficou ferido.

A reportagem esteve no local e conversou com o proprietário da empresa, o juiz arbitral Edson Vicente de Oliveira Júnior. Ele afirmou não ter conhecimento de qualquer motivo que justificasse o ataque e disse acreditar que a ação não tenha relação com a empresa que hoje funciona no imóvel.

'Desconheço os motivos. Estou tranquilo com a minha consciência e com a nossa empresa', afirmou.

Edson explicou que ocupa o endereço há cerca de três meses e fez questão de ressaltar que não responsabiliza os antigos ocupantes pelo ocorrido.

'Quero deixar claro que não estou acusando a empresa anterior de ser responsável pelos fatos. Apenas havia outras empresas aqui antes e estou no ponto há apenas três meses. Tenho certeza de que não foi pela minha empresa. Pode ter relação com antigos inquilinos, mas isso cabe à investigação', disse.

Moradores ouvidos pela reportagem contaram que, quando o escritório de advocacia funcionava no local, veículos utilizados por advogadas que trabalhavam no endereço chegaram a ser depredados enquanto estavam estacionados na rua. Não há confirmação de que esses episódios tenham relação com o atentado desta terça-feira.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas ouviram uma sequência de disparos por volta da 1h20 e, logo em seguida, passos de pessoas fugindo a pé. Dois funcionários dormiam dentro da empresa no momento do ataque, mas disseram aos policiais que não ouviram os tiros.

A perícia da Polícia Civil recolheu 12 estojos de munição deflagrados na área externa do imóvel e identificou câmeras de monitoramento em imóveis vizinhos, cujas imagens poderão auxiliar na identificação dos autores.

O caso foi registrado como disparo de arma de fogo e dano e será investigado pela Polícia Civil.

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