• Quarta, 12 de Agosto de 2026

Justiça prende jovem e solta PM flagrado com droga avaliada em R$ 101 mil

Skunk estava na mochila da passageira, que levaria entorpecente de Ponta Porã a MG

GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada do DOF responsável pela apreensão da droga e prisão dos suspeitos (Foto: Divulgação)

A Justiça converteu em preventiva a prisão de Ingra Laylla Machado de Medeiros, de 19 anos, e concedeu liberdade provisória ao soldado da PMR (Polícia Militar Rodoviária) Luiz Rhuan Horiguchi, de 27 anos. Os dois foram presos durante uma abordagem que resultou na apreensão de skunk avaliada em R$ 101 mil.

Os dois foram presos em flagrante na tarde de segunda-feira (10), na MS-164, em Maracaju, por equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), durante a Operação Protetor. A droga, que totalizava 4,1 kg, foi encontrada na mochila de Ingra. Segundo a investigação, a jovem teria aceitado levar o entorpecente de Ponta Porã para Belo Horizonte (MG) por R$ 3 mil.

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Na audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (12), o juiz Daniel Raymundo da Matta considerou que a quantidade de droga, a origem do entorpecente e a maneira como ele estava guardado demonstram risco à ordem pública. Para o magistrado, os elementos indicam, neste primeiro momento, possível envolvimento da jovem com a entrada e a distribuição de drogas no território nacional.

A Justiça também destacou que o crime investigado é equiparado a hediondo e possui pena máxima superior a quatro anos de reclusão, o que permite que a prisão preventiva seja determinada.

Em relação ao policial militar, o entendimento foi diferente. Embora a Justiça tenha considerado que existem elementos para continuar a investigação, o juiz avaliou que ainda não há provas concretas suficientes para determinar a prisão preventiva.

Conforme a decisão, permanecem dúvidas sobre a participação de Luiz Rhuan, incluindo se ele sabia que a passageira transportava a droga e se tinha conhecimento do conteúdo ilícito.

A prisão preventiva, segundo o magistrado, não pode ser usada como antecipação da pena nem para resolver dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação. Por isso, a Justiça entendeu que seria necessário continuar as investigações antes de definir a responsabilidade do policial.

A decisão também considerou que não foram identificados elementos concretos de que o PM represente risco à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal. Por isso, foi concedida liberdade provisória, sem que fossem determinadas medidas cautelares.

Com a decisão judicial, foi determinado o alvará de soltura do policial, caso ele não esteja preso por outro motivo. Já contra Ingra foi expedido mandado de prisão preventiva.

Celulares serão periciados - O juiz também autorizou a perícia nos celulares apreendidos com os envolvidos. A medida permitirá que os investigadores tenham acesso e retirem dos aparelhos dados armazenados, incluindo chamadas, mensagens, contatos, fotografias, arquivos e conversas em aplicativos, como o WhatsApp.

A intenção é buscar informações que possam ajudar a esclarecer a origem e o destino da droga, além de identificar possíveis outros envolvidos e entender como o transporte era realizado. Também foi determinada a incineração do entorpecente apreendido, com preservação de amostra para eventual contraprova.

O caso continua sendo investigado para esclarecer qual foi a participação de cada um e identificar outros possíveis envolvidos no envio da droga.

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