• Domingo, 16 de Agosto de 2026

Filha de caminhoneiro morto em ponte cobra justiça e explicação do Estado

Alexandre de Freitas, de 49 anos, morreu após ponte sobre o Rio Taquari desabar na MS-168

GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Bruna viria a Campo Grande no final de outubro para comemorar o aniversário de 50 anos de seu pai (Foto: Arquivo Pessoal)

“Quero justiça e explicação do Estado', diz Bruna Lima, de 29 anos, filha de Alexandre de Freitas, de 49, que morreu após a ponte sobre o Rio Taquari desabar na MS-168. Após a queda, o caminhoneiro ficou preso na cabine do veículo. O acidente aconteceu na quinta-feira (13).

Ao Campo Grande News, Bruna, que é a filha mais velha de Alexandre, contou que o pai trabalhava havia 20 anos na empresa em que estava no dia em que a ponte cedeu. Ela também contou que ele estava há 30 anos na profissão.

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“Ele era um vô incrível e um pai maravilhoso, um grande amigo e excelente trabalhador. Não merecia uma morte assim, e sei que não vai fazer ele voltar, mas quero justiça e explicação do Estado, pois pelo que a gente ficou sabendo a ponte fazia 20 anos que não tinha manutenção'.

Alexandre morreu quatro meses antes de completar 50 anos. Bruna mora no interior de São Paulo e precisou viajar quase 1 mil quilômetros para o enterro do pai. “É algo muito doloroso, pois eu iria ver meu pai no final de outubro e passar o aniversário com ele', contou.

Bruna ainda resumiu a dor da família após a morte inesperada do caminhoneiro e afirmou que os familiares devem entrar com uma ação contra o Estado. “Infelizmente por aqui estamos sem chão. Uma morte que pegou todos de surpresa'.

Pontes - Após o acidente, na sexta-feira (14), o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que o Estado poderá implodir pontes consideradas inseguras caso uma avaliação técnica conclua que as estruturas não podem ser recuperadas. A declaração foi feita durante a participação dele no projeto Café & Política.

Segundo Riedel, sete pontes foram construídas pela mesma empresa e três delas já caíram. A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) contratou uma empresa de engenharia especializada para avaliar as demais estruturas.

O estudo deverá indicar se as pontes poderão receber reforço estrutural ou se precisarão ser demolidas. A previsão é que a análise seja concluída dentro de um ou dois meses.

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