• Sexta, 28 de Agosto de 2026

Defesa contesta valor das semijoias atribuídas à servidora presa por furto

Advogados afirmam que a estimativa não corresponde aos fatos e questionam as conclusões sobre o caso

GUSTAVO BONOTTO E CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Pulseiras, brincos, anéis, colares e outras semijoias apreendidas pelo GOI com a suspeita. (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

A defesa da servidora municipal de 34 anos presa nesta sexta-feira (28), no Jardim São Bento, em Campo Grande, divulgou nota à noite para contestar informações sobre o caso. Os advogados Vinicius Teló e Fabiana Trad questionaram o valor atribuído às semijoias e afirmaram que a situação da mulher ainda será analisada pela Justiça.

“A defesa esclarece que a audiência de custódia, momento processual adequado para a análise da legalidade da prisão e, sobretudo, da necessidade de sua manutenção, sequer foi realizada até o momento. Assim, qualquer narrativa que trate a cliente como culpada ou antecipe conclusões sobre sua responsabilidade é absolutamente precipitada.'

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Na mesma manifestação, os advogados contestaram a estimativa de R$ 30 mil apresentada pelo proprietário da loja. A nota não informa qual seria, segundo a defesa, o valor correto das peças.

“É igualmente necessário corrigir uma informação que vem sendo divulgada: o valor atribuído às supostas semijoias não corresponde à realidade dos fatos. A defesa lamenta que informações ainda não devidamente esclarecidas sejam divulgadas como se fossem verdades definitivas, especialmente em um caso no qual a própria situação jurídica da investigada ainda será submetida à apreciação judicial.'

A defesa acrescentou que apresentará os elementos que considera necessários para demonstrar a inocência da servidora e esclarecer o episódio

O caso - A mulher foi presa na manhã desta sexta-feira depois que o proprietário de uma loja no Jardim São Bento suspeitou do furto de mercadorias e acionou o GOI (Grupo de Operações e Investigações). Um investigador aguardou a saída dela do estabelecimento e a equipe encontrou joias e semijoias durante a abordagem.

Conforme o registro da ocorrência, a servidora informou que havia outras peças na residência dela. Os agentes foram até o imóvel e localizaram mais produtos, reconhecidos pelo comerciante como mercadorias da loja.

O proprietário estimou o prejuízo em R$ 30 mil e relatou que o estabelecimento já havia registrado outros furtos. Ele também disse suspeitar da participação da mesma mulher em parte dos episódios anteriores.

A reportagem apurou que a servidora trabalha na Prefeitura de Campo Grande desde maio de 2018. Em nota divulgada mais cedo, o município informou que analisará o caso nas áreas administrativa e funcional.



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