Esportes
Ministério Público investiga superlotação em jogos no Maracanã e notifica Flamengo e Fluminense
Administradores do estádio, clubes são convocados para prestarem esclarecimentos em 15 dias
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou inquérito para apurar indícios de superlotação em setores do Maracanã durante partidas de Flamengo e Fluminense.
A investigação foca em jogos ocorridos entre dezembro de 2025 e agosto deste ano. Os clubes têm 15 dias para prestar esclarecimentos oficiais sobre o caso.
Na temporada, o Flamengo registrou público máximo de 72.481 pessoas contra o Cruzeiro, enquanto o Fluminense teve 48.700 torcedores presentes no clássico diante do Vasco.
Além dos times, a Ferj, a Polícia Militar e as empresas responsáveis pela venda de ingressos também foram notificadas pelo órgão para prestar depoimentos.
O órgão estadual exige dados detalhados sobre a carga total de bilhetes emitidos por setor, incluindo gratuidades, para confrontar com a capacidade física permitida na arena.
O Ministério Públido do Rio de Janeiro instaurou na última quarta-feira um inquérito civil para investigar a possível superlotação em alguns setores do Maracanã durante jogos de Flamengo e Fluminense, clubes que mandam suas partidas no estádio e o administram como sócios da empresa "Fla-Flu Serviços S.A". A ação é do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest), que é um braço do MP-RJ.
Os dois clubes foram procurados pelo ge. O Flamengo não quis se manifestar sobre o assunto. O Fluminense informou não ter sido notificado até o momento.
Em nota oficial, o MP-RJ cita que, "entre dezembro de 2025 e agosto deste ano, foram identificadas partidas com indícios de que o número de ingressos emitidos para determinados setores pode ter superado a capacidade dos locais". Flamengo e Fluminense foram notificados para prestarem esclarecimentos dentro de 15 dias.
O jogo de maior público do Flamengo como mandante nesta temporada foi na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro nas oitavas de final da Libertadores, com 72.481 presentes e 68.510 pagantes. Já o Fluminense, foi na derrota por 3 a 1 para o Vasco nas oitavas de final da Copa do Brasil, com 48.700 pesentes e 45.195 pagantes.
Além dos clubes, o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios da Polícia Militar (Bepe), as empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, responsáveis pela comercialização e logística de ingressos, e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) foram notificados. O Gaedest pede esclarecimentos sobre o número total de ingressos emitidos para as partidas, incluindo vendas, cortesias e gratuidades, discriminados por setor, assim como o número de ingressos efetivamente utilizados, correspondente às pessoas presentes no estádio, discriminado por setor.
Além disso, o MP-RJ questiona se há justificativa técnica para as discrepâncias observadas entre o número de ingressos disponibilizados para cada setor e a permissão de acesso de um número de pessoas superior à capacidade de público dos respectivos setores. O documento cita que a investigação tem como base o acompanhamento e a fiscalização da política de público nos estádios, que visam garantir a segurança do torcedor no interior das arenas esportivas.
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