Coronel Sapucaia
Onça-parda atropelada é encontrada morta às margens da rodovia MS-352
Imagem do animal silvestre já sem vida foi feita nas proximidades da Ponte do Grego, a 31 km da Capital
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
Uma onça-parda morreu atropelada na MS-352, perto de Terenos, e foi encontrada na manhã deste domingo (30), no km 20 da rodovia. O animal estava na região da Ponte do Grego, a cerca de 31 quilômetros de Campo Grande. Marcas de sangue ainda permaneciam sobre o asfalto quando ciclistas passaram pelo trecho.
O ciclista Josué Vaneli fazia um treino de bicicleta acompanhado de três mulheres quando avistou o felino na borda da pista. De longe, ele chegou a pensar que se tratava de um cachorro. “Ela estava na pista ainda, na borda da pista. Quando eu estava chegando perto, achei que fosse um cachorro, aí a gente viu que era uma onça', contou.
O grupo seguiu o percurso e decidiu voltar pouco tempo depois para registrar a situação. Quando retornou, o corpo já havia sido retirado do asfalto e colocado sobre a vegetação ao lado da rodovia estadual. “A gente falou de fazer um vídeo e retornou logo na sequência. Eles tinham tirado, puxado ela para fora da pista e colocado na beira, na grama', relatou Josué.
Foi nesse momento que o ciclista gravou as imagens encaminhadas ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. O vídeo mostra a onça caída entre a vegetação seca às margens da estrada. Josué também registrou sinais que, para ele, indicavam que o atropelamento havia ocorrido poucas horas antes.
“Deve ter sido pela madrugada que atropelaram ela, porque tinha sangue, bastante sangue na pista ainda', afirmou. Segundo ele, as marcas ainda estavam recentes quando o grupo passou pelo local pela manhã. “Então deve ter sido bem na madrugada que atropelaram', completou.
O que diz a lei - A Constituição Federal determina que o Poder Público e a população protejam a fauna e proíbe práticas que coloquem espécies em risco, provoquem extinção ou submetam animais à crueldade. A Lei de Crimes Ambientais também prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem mata, persegue, caça ou captura animal silvestre sem autorização. O atropelamento acidental, porém, não configura crime por si só quando não há intenção de atingir o animal, conforme orientação da PMA (Polícia Militar Ambiental).
Em casos de atropelamento, a orientação é parar apenas em local seguro e acionar a PMA se o animal estiver ferido, sem tentar capturá-lo ou manuseá-lo por conta própria. O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) alerta que animais machucados podem reagir por instinto e que o resgate exige equipe especializada, que pode encaminhá-los ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).
Se o animal estiver morto sobre a pista, a PMA recomenda retirá-lo para o acostamento somente quando a manobra puder ser feita com segurança, para evitar novos acidentes.
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