Coronel Sapucaia
Antes da metade do mês, chuva já supera o esperado para setembro na Capital
Campo Grande acumulou 102,2 mm até domingo, 16% acima dos 88 mm previstos para o período
VIVIANE OLIVEIRA / CAMPO GRANDE NEWS
Antes mesmo de setembro chegar à metade, Campo Grande já recebeu mais chuva do que o esperado para o mês inteiro. Até domingo (13), foram acumulados 102,2 milímetros, enquanto o volume esperado para setembro é de 88 milímetros, segundo o meteorologista Natálio Abrão, da Uniderp.
Na prática, já choveu cerca de 16% a mais do que o esperado para setembro. Em relação à média histórica, de 73,9 milímetros, o acumulado está aproximadamente 38% acima.
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Apesar dos números, Natálio explica que a quantidade de chuva não pode ser considerada fora do normal para o período. Segundo ele, com a atuação do El Niño, a tendência é de volumes acima da média, com exceção das regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde as chuvas tendem a ficar abaixo da média.
A chuva continuou entre domingo e a manhã desta segunda-feira (14). Dados repassados pelo meteorologista mostram acumulados de 19,1 milímetros na região do Carandá Bosque, 17,4 milímetros na estação da Coca-Cola e 14,2 milímetros na região sul da Capital.
No interior, os maiores volumes do período foram registrados em Bonito, com 27,8 milímetros em uma das estações; Bataguassu, com 23,1 milímetros; Corumbá, com 21,6 milímetros; e Nioaque, com 20,1 milímetros. Também choveu em Nova Alvorada do Sul (17,6 mm), Aquidauana (16,6 mm), Dois Irmãos do Buriti (16,4 mm), Dourados e Maracaju (15,8 mm cada), Rochedo (15,2 mm), Itaquiraí (14,8 mm), Corguinho (13,6 mm), Bonito (13,2 mm em outra estação), Ponta Porã (12,4 mm), Fátima do Sul (12,2 mm), Laguna Carapã (11,1 mm), Bela Vista (8,8 mm), Amambai (8,4 mm) e Três Lagoas (5,2 mm).
Próximos meses – A tendência de chuva acima da média deve continuar. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a previsão para o trimestre formado por setembro, outubro e novembro aponta maior probabilidade de acumulados acima da média histórica em Mato Grosso do Sul.
Somados os três meses, normalmente chove entre 300 e 400 milímetros na maior parte do Estado. No sul, o volume histórico fica entre 400 e 500 milímetros, enquanto, no noroeste, varia de 200 a 300 milímetros. A previsão indica maior chance de os acumulados ficarem acima desses valores.
As temperaturas também devem ficar acima da média durante o trimestre. Segundo o Cemtec, a média histórica varia entre 22°C e 26°C na maior parte de Mato Grosso do Sul. Os modelos apontam para um período predominantemente mais quente entre setembro e novembro.
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