• Terça, 15 de Setembro de 2026

Jovem diz ter sido sequestrado e espancado ao voltar do Paraguai com contrabando

Fazendeira encontrou rapaz na Cachoeira do Inferninho e acionou a Polícia Militar

CLARA FARIAS E DAYENE PAZ / CAMPO GRANDE NEWS


Entrada da Depac Cepol, onde caso está sendo registrado. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Jovem, de 19 anos, relatou ter sido sequestrado e espancado por quatro homens encapuzados após retornar do Paraguai, onde havia comprado cerca de R$ 7 mil em pneus. Ele foi encontrado machucado e abandonado na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, nesta terça-feira (15).

Conforme apurado pelo Campo Grande News, o rapaz estava em um comboio com cerca de 30 veículos que retornavam do Paraguai em grupo. Durante o trajeto, os carros foram se dispersando e entrando em diferentes cidades. O jovem chegou a Campo Grande com outros veículos, mas também acabou se separando dos demais.

Na região do Bairro Guanandi, ele percebeu que estava sendo seguido havia cerca de cinco minutos por um Fiat Mobi preto. Em determinado momento, os ocupantes do carro abordaram o rapaz. Quatro homens, todos usando balaclavas, desceram do veículo e passaram a agredi-lo.

Segundo o relato, os suspeitos colocaram o jovem dentro do próprio carro dele. Um dos homens seguiu com o Mobi preto, enquanto outro assumiu a direção do carro dele, um Fiat Siena. O rapaz foi levado para a região de Ponta Porã, onde teria sido novamente agredido.

Ainda segundo o que foi relatado à reportagem, os suspeitos teriam conseguido levar o jovem pela estrada sem serem abordados pela fiscalização. A vítima contou que foi levada até a região conhecida como Inferninho, onde as agressões continuaram.

Com o rosto machucado e a roupa suja, o jovem foi abandonado próximo à Cachoeira do Inferninho. Uma mulher que trabalha em uma propriedade rural da região encontrou o rapaz e acionou a Polícia Militar.

Os policiais fizeram o atendimento e encaminharam o jovem para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde aguarda para registrar o boletim.

A reportagem apurou ainda que o rapaz teria se recusado a pagar pelo serviço de um chamado “batedor', que acompanhava o grupo durante o retorno do Paraguai.

Segundo informações obtidas pelo Campo Grande News, os demais veículos teriam pago cerca de R$ 1,5 mil cada pelo serviço. A suspeita é de que a recusa tenha motivado a abordagem e as agressões.

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