Coronel Sapucaia
Golpista se passa por funcionária do TRE e leva R$ 37 mil de idoso
Mulher disse que título de eleitor da vítima estava cancelado e precisava acessar o celular para resolver
CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS
Homem, de 66 anos, perdeu mais de R$ 37 mil após cair em um golpe aplicado por uma falsa funcionária do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), em Campo Grande. A vítima recebeu uma chamada de vídeo pelo WhatsApp e foi convencida de que precisava seguir uma série de procedimentos para desbloquear o título de eleitor, que supostamente estaria cancelado. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (14), no Bairro Carandá Bosque.
Conforme o boletim de ocorrência, registrado hoje na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, o idoso recebeu a ligação de uma mulher que se apresentou como Júlia e afirmou trabalhar no TRE.
Durante a chamada, a golpista disse que o título de eleitor do homem estava cancelado e que o desbloqueio poderia ser feito pela internet ou presencialmente. Ele optou pelo atendimento virtual e passou a seguir as orientações dadas pela falsa funcionária.
Acreditando que se tratava de um procedimento oficial, o homem compartilhou a tela do celular, acessou aplicativos bancários e realizou outras ações solicitadas durante a chamada de vídeo. A mulher ainda pediu que ele permanecesse conectado enquanto supostamente fazia o desbloqueio.
Depois de algum tempo, a vítima questionou a demora e ouviu que o sistema estaria lento. Ele continuou na ligação por mais algum período, até decidir encerrá-la.
Foi somente depois que o homem acessou a conta bancária que percebeu o golpe. Ele encontrou uma movimentação financeira não autorizada de R$ 37 mil e também descobriu que havia sido contratado um empréstimo consignado em seu nome, sem autorização.
O valor do empréstimo ainda não havia sido identificado pela vítima no momento do registro da ocorrência. O caso foi registrado como fraude eletrônica.
No fim de agosto, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) emitiu um alerta sobre golpes envolvendo falsas mensagens em nome da Justiça Eleitoral. Segundo o texto, os criminosos costumam informar que há alguma irregularidade no título de eleitor, cobrar supostas taxas ou enviar links para que a vítima regularize a situação.
A orientação é não clicar em links recebidos por mensagens, fazer pagamentos ou fornecer dados pessoais e bancários antes de confirmar a informação. A consulta deve ser feita diretamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o Portal do TSE, o Autoatendimento Eleitoral ou o aplicativo e-Título.
Segundo o TSE, neste ano já foram identificadas fraudes em que os golpistas criavam páginas semelhantes às oficiais para convencer eleitores de que havia pendências e, assim, obter informações ou induzir pagamentos.
Apesar de os serviços de regularização eleitoral serem gratuitos, existem situações em que podem ser cobradas multas, como por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais. Por isso, a recomendação é verificar diretamente nos canais oficiais se há algum débito antes de realizar qualquer pagamento.
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