• Quinta, 17 de Setembro de 2026

Campo Grande ganha duas pós-graduações exclusivas para médicos

Creatina, insônia, meia-maratona e tristeza que não passa: Psiquiatria e Medicina do Esporte chegam à Uniderp

POST PATROCINADO / CAMPO GRANDE NEWS


Médico Pedro Henrique Sanchez Lima Jannuzzi e a psiquiatra e psicogeriatra Érica Dayanne Meireles Leite (Foto: Paulo Francis).

O paciente que quer correr uma meia-maratona, o que pergunta se pode tomar creatina, aquele que não consegue dormir ou chega ao consultório com uma tristeza que não passa. As demandas mudaram e, para os médicos, acompanhar essas transformações também exige continuar estudando depois da graduação.

“A medicina muda rápido, e o paciente muda mais rápido ainda. O que aprendi na graduação continua valendo, mas a consulta de hoje traz perguntas que não existiam na minha formação', resume o médico Pedro Henrique Sanchez Lima Jannuzzi (CRM-MS 10.144), professor da Faculdade de Medicina da Uniderp.

É nesse cenário que a Uniderp abre, em Campo Grande, pós-graduações em Medicina do Exercício e do Esporte e Psiquiatria, exclusivas para médicos. A ideia é permitir que profissionais aprofundem conhecimentos que já aparecem na rotina de atendimento sem precisar deixar Mato Grosso do Sul para estudar em outros centros.

“O diferencial acontece dentro do consultório. É saber o que medir antes de responder, o que fazer na consulta depois e quando encaminhar. Uma pós-graduação bem feita muda o que o médico faz com o paciente que ele já atende. Não é virar outro profissional. É cuidar melhor de quem já é seu paciente', explica Pedro.

Mais gente treina e leva dúvidas ao médico – Na Medicina do Exercício e do Esporte, o crescimento da atividade física criou um público que vai muito além dos atletas profissionais.

Segundo dados do Vigitel citados pelo coordenador, 45 em cada 100 adultos de Campo Grande praticam atividade física no tempo livre no nível recomendado. A própria Maratona de Campo Grande saltou de 1.115 inscritos, em 2022, para 5.311 neste ano.

“A maior parte é gente comum que treina. O corredor e o aluno da academia já são pacientes de qualquer médico. Quem emagreceu e quer começar a treinar também', afirma Pedro.

A lista inclui ainda o paciente com hipertensão ou diabetes que precisa começar a se exercitar, o adolescente que pratica esporte diariamente e a mulher que treina e apresenta alterações no ciclo menstrual.

Para atender esses públicos, a formação aborda desde avaliação antes da prática esportiva até prescrição de exercício, interpretação de eletrocardiograma, suplementação, prevenção de lesões e situações de emergência durante atividades físicas.

“Exercício deve ser prescrito como se prescreve um remédio, com dose e acompanhamento', compara o médico.

Saúde mental também chega primeiro ao médico geral – Na Psiquiatria, o cenário é semelhante. Ansiedade, insônia, tristeza persistente, uso de álcool e outras substâncias, mudanças de comportamento entre idosos e isolamento de adolescentes estão entre situações que podem aparecer primeiro no consultório de um clínico ou médico de família.

A psiquiatra e psicogeriatra Érica Dayanne Meireles Leite (CRM-MS 13.547, RQE 8064 e 8065), com mestrado pela USP/FMRP, reforça que saúde física e mental não devem ser vistas de forma isolada.

“Acho importante essa visão integrada, não só separada da Medicina do Esporte e da Psiquiatria, mas pensando em manter a autonomia e a independência desses indivíduos no envelhecimento', explica.

Um exemplo aparece entre os idosos. Segundo Érica, depressão, ansiedade, insônia e mudanças de comportamento não devem ser automaticamente tratadas como consequências normais da idade.

“Tem idosos que têm depressão, que têm ansiedade, e as pessoas também olham como ‘coisa de idoso, está ficando velho’. Muitas vezes ele está deprimido, pode ser cuidado, pode ser tratado. Não é coisa do idoso', destaca.

A formação em Psiquiatria pretende justamente dar mais segurança ao médico diante dessas situações, ensinando desde entrevista psiquiátrica e exame do estado mental até tratamento de depressão, ansiedade, psicose, dependência, atendimento de idosos, crianças e adolescentes e urgências.

As duas formações terão 400 horas distribuídas ao longo de 18 meses, sendo 160 horas presenciais. As turmas terão até 15 médicos, com encontros presenciais um sábado por mês na Uniderp.

Na Medicina do Exercício e do Esporte, 80 das horas presenciais serão dedicadas a disciplinas práticas. A universidade também utilizará laboratórios de habilidades e o centro de simulação da Faculdade de Medicina durante as atividades.

Pedro ressalta que se trata de uma pós-graduação lato sensu e que a conclusão não concede título de especialista nem RQE. A formação busca ampliar a capacitação do médico para situações que já encontra na própria rotina profissional.

As inscrições para as primeiras turmas estão abertas pelo telefone (67) 99607-3119 (chame aqui)

Saiba mais em www.uniderp.com.br





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