Esportes
Textor diz ter solução para o Botafogo, mas admite sair se Ares encontrar investidor
"Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre Botafogo", afirmou o empresário americano
GLOBOESPORTE.COM / ALISON MEYER E ANDRé GALLINDO
O sócio majoritário da SAF Botafogo, John Textor, projetou pela primeira vez a possibilidade de deixar o clube. O americano deu entrevista ao ge antes da partida contra a Chapecoense e reclamou do adiamento da Assembleia Geral Extraordinária, marcada para a última segunda-feira, por falta de representante da Eagle Bidco.
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— Eu prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube. Mas estou tentando colocar o meu dinheiro aqui por muito tempo. Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar... Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas queremos ganhar mais e o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida . Não é sobre mim, é sobre Botafogo — afirmou o americano.
John Textor havia convocado a assembleia para o dia 20 de abril, de forma presencial. O objetivo era "que os acionistas decidam, com urgência, como lidar com as necessidades de capitalização do clube", conforme divulgado em nota.
Textor, advogados do Botafogo e de advogados da Cork Gully/Eagle Bidco compareceram. O americano, no entanto, se mostrou insatisfeito pelo fato de representantes da holding não terem comparecido ao encontro.
— A Eagle Bidco não apareceu. Eles disseram que sim porque mandaram advogados, mas não é o que queremos. Queremos voz, uma pessoa que sente à mesa e diga: "Não vamos deixar você cuidar do clube, John. Nós vamos cuidar do clube". Não tivemos quórum na primeira reunião, terá outra no dia 27. Eu não me importo qual resultado será. Se eu estou dentro ou fora, desde que alguém esteja pagando as contas deste lindo clube. Os torcedores merecem. Não é a Eagle Bid Co., eu sou o sócio majoritário da Eagle. É a Ares. Fazendo o melhor que podem para proteger o time da França (Lyon) e sacrificar o do Brasil (Botafogo) — atacou o empresário.
O empresário americano apresentou uma carta-proposta de investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 127 milhões, na cotação atual), estruturado como um aporte de capital próprio (equity). Ou seja: a SAF do Botafogo receberia a verba e, em contrapartida, haveria a emissão de novas ações.
O clube social manteria os 10% que possui da SAF; como acionista minoritário, o Botafogo associativo precisa aprovar mudanças societárias e a emissão de ações, o que ainda não aconteceu.
— Chega de advogados, atividades nas sombras, pessoas trabalhando por baixo dos panos. Venha para a reunião, coloque suas opiniões de forma transparente, encerre a reunião, venha com capital e soluções ou saia do caminho. Eu fiz uma oferta de investimento de 25 milhões de dólares. Eu só posso colocar isso em forma de dívida, o que não é saudável. Eu pedi autorização para meu investimento de 25 milhões de dólares ser aprovado e queria votar isso. Se não for por mim, também pedi uma autorização para criar ações para atrair investidores externos — justificou Textor.
O edital de convocação da AGE registra os seguintes pontos de discussão na ordem do dia:
Aprovação do aumento do capital social da SAF no valor de R$ 125 milhões, mediante a emissão de "novas ações ordinárias da Classe B, todas nominativas e sem valor nominal, a serem totalmente subscritas e integralizadas" pela Eagle Football Group, empresa nas Ilhas Cayman, "resguardando-se, ainda, os direitos do Botafogo Futebol e Regatas";Caso o aumento de capital seja aprovado, "consignar, nos termos do artigo 171 e seguintes da Lei das Sociedades por Ações, a renúncia pelos atuais acionistas da Companhia de seu direito de preferência na subscrição de ações do aumento de capital acima previsto";Ratificar a aprovação do empréstimo recebido, no início de fevereiro, pela GDA Luma, utilizado para para quitar as pendências relacionadas ao transfer ban;Deliberação sobre outras formas de aportes sugeridas pelos acionistas da SAF.
Conforme apurou o ge, a proposta enviada ao Botafogo associativo cita empresa nas Ilhas Cayman, e os US$ 25 milhões seriam a primeira parte de um investimento obrigatório.
O Botafogo vive momento financeiro delicado. Na última semana, o clube sofreu um transfer ban nacional pelo não pagamento da parcela de um plano coletivo de refinanciamento de dívidas junto a credores; a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) impediu o registro de novos atletas por seis meses.
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