Coronel Sapucaia
Operação prende 10 por furtos milionários em fazendas e empresas de celulose
Grupo atuava há um ano com esquema de receptação e lavagem de dinheiro na região
GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS
Dez pessoas foram presas nesta quinta-feira (7) durante operação contra uma organização criminosa que atuava em furtos milionários em propriedades rurais e empresas do setor de celulose. O grupo também atuava com receptação e lavagem de dinheiro.
Conforme a Polícia Civil de Brasilândia, os suspeitos vinham sendo investigados há cerca de um ano. Nesse período, foi identificado um esquema considerado sofisticado, responsável por causar grandes prejuízos às empresas da região.
Apenas uma empresa do ramo de celulose registrou perdas superiores a R$ 1 milhão em 2024. Entre os alvos estavam implementos agrícolas, insumos, agrotóxicos, maquinários, ferramentas e combustíveis, além de outros produtos utilizados nas atividades rurais e industriais.
Durante as investigações, o celular de um dos suspeitos foi apreendido no início de 2025. Com autorização judicial, os policiais acessaram dados telemáticos que ajudaram a revelar a estrutura e o funcionamento da organização.
Segundo a polícia, o grupo aliciava funcionários e motoristas responsáveis pelo transporte de trabalhadores para obter informações privilegiadas. Eles gravavam vídeos e enviavam a localização exata dos alvos dos furtos. Após os crimes, os itens eram vendidos a receptadores e, posteriormente, revendidos a produtores rurais e comerciantes da região.
A operação cumpriu 10 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. Entre os detidos, dois foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação de insumos agrícolas furtados. A ação mobilizou cerca de 40 policiais civis e militares.
Um dos apontados como líderes foi preso em Andradina (SP), e outra pessoa foi detida em Paulicéia (SP). Márcio Alves de Menezes está entre os investigados e é considerado foragido.
Também foram apreendidos dois carros de luxo, motocicletas e 22 veículos avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão, muitos registrados em nome de terceiros, o que, segundo a Polícia Civil, reforça indícios de lavagem de dinheiro. Também foram recolhidas duas armas de fogo, munições e insumos agrícolas. As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo.
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