Coronel Sapucaia
Cágado surge na Ernesto Geisel e motorista encara barranco para ajudar
Cena foi registrada na tarde desta sexta-feira (7), em Campo Grande
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
Um cágado que apareceu no meio da Avenida Ernesto Geisel ganhou uma ajuda para voltar ao córrego e escapar do risco de atropelamento, na tarde desta sexta-feira (7), em Campo Grande. O animal estava na pista, perto do Rio Anhanduí, quando o autônomo Jesus Matheus Lima, de 36 anos, parou o carro e o levou até a margem. Para completar a missão, ainda precisou descer o barranco alto que separa a avenida do curso d'água.
Jesus trafegava pela Ernesto Geisel quando percebeu algo se mexer no asfalto. “Parei de imediato, liguei o alerta e vi que era essa tartaruga', contou ao Campo Grande News.
Ele estacionou o veículo, pegou o cágado e começou a gravar a descida até o córrego. “Pensei: agora vou ter que fazer o quê? Descer o córrego para colocar esse rapaz lá embaixo. Ia morrer atropelado', diz.
Com o animal nas mãos, Jesus seguiu pela ribanceira e resumiu o desafio antes de chegar à margem. Apesar do caminho íngreme, conseguiu deixar o cágado em uma área próxima da água.
No percurso, ele ainda encontrou outro exemplar perto do córrego. O segundo cágado seguiu sozinho em direção à parte mais baixa, enquanto Jesus deixou o animal resgatado na mesma região.
A cena pode parecer incomum para quem passa de carro pela Ernesto Geisel, mas a PMA (Polícia Militar Ambiental) explica que o aparecimento de animais silvestres nessas regiões faz parte da dinâmica ambiental de Campo Grande.
Segundo a corporação, áreas verdes e córregos funcionam como corredores ecológicos e permitem o deslocamento da fauna pela cidade. Por isso, animais podem aparecer perto de ruas, avenidas e imóveis localizados nesses trajetos.
A PMA pondera que nem toda situação exige intervenção. “Depende das circunstâncias. Como o animal estava na via, poderia estar correndo risco durante seu deslocamento, mas também é um risco para o motorista realizar essa intervenção, pois terá contato com o animal, mas nada impede', explicou.
A orientação é evitar levar o bicho para uma região diferente daquela onde foi encontrado. “O que não pode ocorrer é retirar o animal do local em que ele está e levar para outra região, pois isso interfere em seus hábitos e pode afetar o equilíbrio do ecossistema', informou a corporação.



