• Sexta, 07 de Agosto de 2026

Dólar comercial cai 0,46% e encerra semana cotado a R$ 5,08

Moeda recuou com dados de emprego dos EUA, enquanto bolsa perdeu 1,73% e fechou aos 172 mil pontos

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Cédula do dólar. (Foto: Arquivo/Banco Central do Brasil)

O dólar comercial caiu 0,46% e fechou cotado a R$ 5,0835 nesta sexta-feira (7), com influência de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Apesar do recuo no dia, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,27% na semana. No ano, a cotação registra queda de 7,38%.

O movimento ocorreu depois da divulgação do principal relatório de emprego dos Estados Unidos. A economia norte-americana eliminou 23 mil vagas fora do setor agrícola em julho, resultado que ficou abaixo das expectativas do mercado.

Os números reforçaram a avaliação de que o Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, pode manter os juros na próxima reunião. Taxas menores ou estáveis reduzem a atratividade dos investimentos em dólar e favorecem moedas de outros países, como o real.

Enquanto a moeda norte-americana recuou, o Ibovespa encerrou o pregão em forte queda. O principal índice da bolsa brasileira perdeu 1,73% e terminou aos 172.513 pontos. Na semana, a retração chegou a 3,08%.

As ações da Petrobras estiveram entre as principais responsáveis pelo desempenho negativo. A estatal divulgou lucro 98% maior no segundo trimestre, mas a indicação de que não deverá pagar dividendos extras desagradou investidores.

Papéis da Vale e de grandes bancos, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, também pressionaram o índice. No acumulado de agosto, o Ibovespa registra queda de 3,08%, enquanto ainda mantém avanço de 7,07% em 2026.

O mercado brasileiro também repercutiu a sinalização do BC (Banco Central) de que os juros devem permanecer elevados por mais tempo. A autoridade monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual nesta semana, mas indicou cautela para os próximos encontros.

Juros altos aumentam a atratividade da renda fixa e tendem a reduzir o interesse por ações. O cenário também encarece o crédito e pode afetar empresas mais dependentes do consumo interno.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.