• Domingo, 09 de Agosto de 2026

Prisão por estupro tem cerco à PM e mulher atingida com bala de borracha

Equipe da Polícia Militar cumpria mandado de prisão quando houve tentativa de linchamento a acusado

ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada da Depac Cepol onde caso foi registrado (Foto: Juliano Almeida)

Uma ação da PM (Polícia Militar) para o cumprimento de um mandado de prisão acabou em confusão e disparo de bala de borracha na noite deste sábado (8), no Bairro Canguru, em Campo Grande. O alvo da equipe era um homem, procurado pelo crime de estupro de vulnerável.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe do 10º Batalhão da PM foi acionada para ir até um condomínio na Rua Jundiaí. Ao chegarem ao bloco 4, os policiais confirmaram a ordem de prisão contra o homem. No entanto, ao tentarem colocar o suspeito na viatura, mais de 30 moradores cercaram a equipe policial, exaltados e proferindo ameaças de linchamento contra o preso.

 A multidão ignorou as ordens de afastamento e avançou em direção aos militares. Para conter o avanço do grupo e resguardar a integridade física da equipe e do próprio detido, os policiais efetuaram dois disparos de munição de elastômero com espingarda calibre 12, após avisos verbais.

Durante a intervenção, uma mulher avançou contra a guarnição e acabou atingida por um dos disparos na região das pernas.

Reforços da PM e o Corpo de Bombeiros foram acionados para controlar a situação. A mulher foi socorrida e levada inicialmente para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas, sendo depois transferida para a Santa Casa para a retirada do projétil.

Segundo a polícia, mesmo durante o atendimento hospitalar, a mulher manteve postura hostil, desacatando os policiais e desobedecendo às ordens médicas, sendo necessário o uso de algemas para contê-la.

Já o homem não apresentou resistência, não sofreu lesões e colaborou com a equipe durante o trajeto. Ele foi levado para a delegacia no compartimento de presos sem a necessidade de algemas.

O caso foi registrado na Polícia Civil. Magda responderá a um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por desacato, desobediência, resistência e incitação ao crime.

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