• Quarta, 26 de Agosto de 2026

Fenômeno de 19 anos impressiona com tubo perfeito em Fiji e arranca nota 10 unânime; veja

Nascida nos Estados Unidos, canadense Erin Brooks chama a atenção do mundo do surfe com extrema qualidade para surfar tubos pesados como em Fiji e no Taiti

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Erin Brooks tira nota 10 unâmime na etapa de Cloudbreak em Fiji — Foto: WSL

Encantar os cinco juízes da bateria de uma etapa da WSL e ganhar uma nota 10 unânime é para muito poucos atletas, mesmo na elite do surfe mundial.

Considerada um fenômeno nas ondas, a canadense Erin Brooks, de apenas 19 anos, obteve o feito, na última terça-feira (25), ao pegar um tubo perfeito, em Cloudbreak, pico na Ilhas Fiji que recebe a oitava parada do Championship Tour 2026.

O dez se somou a um 8.00 para ela vencer a australiana Sophie McCulloch, por 18.00 a 3.06, e ir à segunda fase. Foi apenas a terceira nota 10, dentre homens e mulheres, na atual temporada do Circuito Mundial. As outras, também unânimes, foram do brasileiro Yago Dora, em Raglan, na Nova Zelândia, e do americano Griffin Colapinto, na última etapa, em Teahupoo, no Taiti.

Em sua segunda temporada no CT, Erin, eleita caloura do ano de 2025, sumiu dentro do extenso canudo, enquanto placas e mais placas de água caíam ao longo de sua passagem até deixar o tubo. Todos ficaram estupefatos com o bom tamanho da onda e a habilidade de Erin.

- Foi um dos melhores momentos da minha vida. Eu me sinto tão conectada com a onda e com o lugar. Durante todo o tubo eu fiquei pensando quando a onda ia me pegar. Achei que seria atingida pela bola de espuma, e então a onda simplesmente me deixou passar - disse Erin.

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Após um início de ano irregular, a menina vive uma fase iluminada. Há pouco menos de duas semanas, ela conquistou o título da etapa de Teahupoo, no Taiti, também em tubos de qualidade. Foi o primeiro de Erin no Tour. Atualmente, ela é a 11ª do ranking, mas tem tudo para subir bastante com um bom desempenho em Fiji.

Nascida nos Estados Unidos, mas filha de americanos com ascendência canadense, Brooks, que foi criada no Havaí, optou por defender a bandeira do Canadá, que não tem tradição no surfe. Desde que ficou em quarto lugar no Challenger Series em 2024 e assegurou vaga na elite, a menina demonstrou que tinha potencial para brilhar nas principais ondas do mundo, especialmente nas mais pesadas, como no Taiti e nas Ilhas Fiji.

O próximo compromisso de Erin Brooks, em Fiji, vai ser uma pedreira. Valendo vaga nas quartas de final, ela terá pela frente a americana Caroline Marks, campeã mundial e olímpica, atualmente na oitava colocação do ranking. Será o primeiro encontro entre as duas na WSL.



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